nestes dias de calor
de vulcões em erupção pela cidade
os corpos destilam o cansaço
pela pele escorre a lava
a inércia apodera-se da vontade
numa prisão de movimentos sufocantes
os corpos arrastam-se passo a passo
pelo caminho quente do deserto
27 julho 2010
À flor das coisas
" À flor das coisas "
(do caderno três)
Bem à flor dos teus lábios quase estagnados
o movimento deles sabe-me a pouco
os traços das tuas feições
insinuam-se quase sem querer
à flor do meu olhar esquivo
à flor da pele desliza o frio
a brisa que vais soprando
(do caderno três)
Bem à flor dos teus lábios quase estagnados
o movimento deles sabe-me a pouco
os traços das tuas feições
insinuam-se quase sem querer
à flor do meu olhar esquivo
à flor da pele desliza o frio
a brisa que vais soprando
12 julho 2010
dos outros em mim IV
" Aceita o conselho dos outros, mas nunca
desistas da tua própria opinião "
(William Shakespeare)
" Não há barreira, fechadura ou ferrolho
que possas impor à liberdade da minha mente "
(Virginia Woolf)
desistas da tua própria opinião "
(William Shakespeare)
" Não há barreira, fechadura ou ferrolho
que possas impor à liberdade da minha mente "
(Virginia Woolf)
30 junho 2010
outro assunto
" Outro assunto "
(do caderno três)
A noite
incendiada de luzes ténues
luzes que me confortam
com ternura
e desperto
e escrevo
e sinto-me triunfante
e quando o dia desponta
e o sol queima
tento adormecer na penumbra que restou
da noite que passou
e se a próxima noite chegar
com todas as suas luzes ténues
mas cheias de conforto
torno a aparecer
volto a despertar
e de entre outros assuntos
persistentemente
tu outra vez
(do caderno três)
A noite
incendiada de luzes ténues
luzes que me confortam
com ternura
e desperto
e escrevo
e sinto-me triunfante
e quando o dia desponta
e o sol queima
tento adormecer na penumbra que restou
da noite que passou
e se a próxima noite chegar
com todas as suas luzes ténues
mas cheias de conforto
torno a aparecer
volto a despertar
e de entre outros assuntos
persistentemente
tu outra vez
29 junho 2010
assuntos
"Assuntos"
(do caderno três)
O silêncio
mórbido e ensurdecedor
o tempo escasso
que escoa lentamente num ápice
os lugares vazios
cheios de gente que nada me dizem
as palavras
subtis lâminas que ferem
a solidão
acompanhada pela tua ausência
o frio
que roxa o corpo
o poema
estruturado em função dos assuntos
e de entre outras tantas coisas
tu
também
(do caderno três)
O silêncio
mórbido e ensurdecedor
o tempo escasso
que escoa lentamente num ápice
os lugares vazios
cheios de gente que nada me dizem
as palavras
subtis lâminas que ferem
a solidão
acompanhada pela tua ausência
o frio
que roxa o corpo
o poema
estruturado em função dos assuntos
e de entre outras tantas coisas
tu
também
21 junho 2010
muralha
SouthAfrica'10
"são sete voltas p'rá muralha cair" de Tiago Guillul
deveria ser o hino da nossa selecção,
porque somos portugueses e queremos festejar em português.
E assenta que nem uma luva na goleada histórica
sobre a coreia do norte (7-0).
aqui fica o vídeo.
"são sete voltas p'rá muralha cair" de Tiago Guillul
deveria ser o hino da nossa selecção,
porque somos portugueses e queremos festejar em português.
E assenta que nem uma luva na goleada histórica
sobre a coreia do norte (7-0).
aqui fica o vídeo.
31 maio 2010
todas as palavras importantes
"Todas as palavras importantes"
(do caderno três)
Morde-se o silêncio
nas tardes vazias,
o acto não vai trazer a importância de um corpo
digere-se o silêncio
nas noites frias,
este facto não vai inscrever nos lençóis a exuberância do teu corpo
o poema não açambarca todas as palavras
importantes
e os dias lentos não pressupõem que as noites
sejam diferentes
(do caderno três)
Morde-se o silêncio
nas tardes vazias,
o acto não vai trazer a importância de um corpo
digere-se o silêncio
nas noites frias,
este facto não vai inscrever nos lençóis a exuberância do teu corpo
o poema não açambarca todas as palavras
importantes
e os dias lentos não pressupõem que as noites
sejam diferentes
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